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Picos 360

Prefeito de Picos se coloca à disposição da PF e TCE na investigação da “Operação Reagente”

Na manhã desta quinta-feira (02) a Polícia Federal  e o TCE, esteve na Prefeitura Municipal de Picos e deflagrou a “Operação Reagente”, dando cumprimento a mandados de busca e apreensão no município de Picos,  que investiga fraude na compra de testes para a Covid-19.

O prefeito de Picos Padre Walmir Lima, disse nas redes sociais que está aberto a colaborar com a investigação e que acredita na seriedade e honestidade do Secretário de Saúde.

“Com relação a operação reagente realizada pela Policia federal e o TCE , nós queremos afirmar da nossa seriedade da criteriosidade na contração de licitações. Estamos colaborando com as investigações e, até que nos prove ao contrario, nós cremos na seriedade do nosso Secretário de Saúde Dr. Júnior . Uma operação que está envolvidos outros municípios com a mesma situação , só nos leva a crer que fomos vítimas do mesmo golpe. Estamos aguardando o mais rápido possível o esclarecimento e aguardando o culpado deste fato e estamos colaborando sempre com as investigações”, disse o prefeito no Instagram. 

Entenda o caso

OPERAÇÃO REAGENTE

A Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (02/07) em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE/PI) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), deflagrou a Operação REAGENTE, dando cumprimento a 17 (dezessete) mandados de busca e apreensão nos municípios de Picos, Bom Jesus e Uruçuí. As ordens judiciais foram expedidas pela Subseção Judiciária Federal em Picos.

Segundo as investigações, agentes públicos e empresários utilizaram documentos falsos na dispensa de licitação n. 21/2020, instaurada pela Prefeitura Municipal de Picos para a compra de testes de Covid-19. Como resultado das fraudes, os contratos foram direcionados a empresa integrante do grupo criminoso, responsável pela venda de exames com preços superfaturados. Pelos mesmos testes IGG/IGM vendidos a clínicas particulares aos preços de 120/150 reais, os órgãos públicos pagaram valores de 170/210 reais, o que representa superfaturamento de aproximadamente 40%, com prejuízo direto a recursos oriundos de emendas federais.

Há indícios de que o esquema criminoso atue em outros 28 (vinte e oito) municípios do interior do Piauí. Em Bom Jesus e em Uruçuí, foram instauradas dispensas de licitação fraudulentas e comprados os testes IGG/IGM com superfaturamento, seguindo o mesmo modo de atuação observado nas fraudes de Picos.

Para o cumprimento das ordens judiciais na data de hoje, foram mobilizados 70 (setenta) policiais federais, mais 7 (sete) auditores e técnicos do TCE/PI e do DENASUS.

O inquérito policial investiga os crimes de associação criminosa (art. 288 do CP), desvio de recursos públicos (art. 312 do CP) e dispensa indevida de licitação (art. 89 da lei 8.666/93), cujas penas somadas alcançam a 20 anos de reclusão.

O nome da Operação “REAGENTE” faz referência ao superfaturamento na aquisição de testes rápidos IGG e IGM, para detecção de COVID-19.

Não haverá coletiva de imprensa em razão das medidas de distanciamento social adotadas pelo poder público em todas as instâncias.

Ascom- PF

 

 

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